Horário eleitoral do PSol promete 'incendiar' campanha em Olinda

RECIFE – Se no Recife a promessa é de uma campanha propositiva, pautada nos projetos e programas sociais que podem desenvolver a cidade, em Olinda a realidade é outra. Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, o candidato à Prefeitura, Marcos Antonio da Silva (PSol), já antecipou que o conteúdo do seu guia eleitoral estará pautado na verdade que “choca e dói” - exposta principalmente pela presidente nacional da legenda, Heloísa Helena – mostrando o que seria a corrupção na política de hoje.

De acordo com o candidato, essas verdades ditas por Heloísa dizem respeito “à maioria dos políticos corruptos do país”. “A gente vem fazendo esse diálogo com a população. Pode ter esse discurso (no guia), o que vai gerar uma série de complicações lá na frente, ações judiciais. Espere o guia eleitoral que ele irá trazer algumas novidades”, garantiu, para logo em seguida dar o tom da propaganda: “Nenhum dos candidatos em Olinda têm autoridade moral e política para dizer que a cidade precisa melhorar”.
O tempo curto para apresentar sua plataforma de governo, 1min47s, não será empecilho. Marcos Antonio lembrou que em 2004 ele era candidato a vereador e contava com apenas 25s para se apresentar aos telespectadores. “É um aumento significativo. Não terei problema com relação a essa questão”, brincou. 
E, apesar de fazer um discurso duro contra todos os adversários, ele deixou claro que a intenção é polarizar com o candidato do PCdoB, Renildo Calheiros. “Esse governo (da também comunista Luciana Santos) vai do nada a coisa alguma”, atacou, quando se referia à segurança. Da mesma forma, críticas duras foram direcionadas à saúde, educação, infra-estrutura e cultura. “Há uma incompetência de gestão e um desperdício do ponto de vista dos recursos públicos muito grande”, disparou.

Segundo Turno

O PSol de Olinda vota nulo no caso de Marcos Antonio não passar para um provável segundo turno. Ele acredita que tem todas as chances de passar para a próxima fase, mas, como as pesquisas apontam para outros candidatos, avalia que, para manter a coerência da agremiação, é preferível não se aliar a ninguém. “Seria incoerente. A nossa força em nível nacional mora na coerência”, frisou.

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